De Analista de Sistemas a Artesã

Atualizado: há 1 dia

Na minha geração, as crianças aprendiam a fazer trabalhos manuais desde cedo.

Minha mãe me ensinou costura, bordado, crochê, tricô e tapeçaria. E na escola pública no Rio de Janeiro dos anos 80 também tive aulas de trabalhos manuais, meu ponto cruz melhorou muito depois delas!

Sempre quis ser Engenheira (sonhava em desenvolver uma cidade inteligente, isso nos anos 90) e quando prestei vestibular passei para a minha segunda opção que era Estatística. Sempre tive uma mente analítica e foi muito estimulante cursar Estatística, mas no meio do caminho tinha uma gravidez (era o Alan em 1993) e a estatística ficou inviável, para uma mãe solteira tendo que sustentar seu filho.

Voltando para a mente analítica, comecei a trabalhar na área de TI com o conhecimento de programação e análise de grandes massas de dados que aprendi na faculdade de Estatística.

E no ano 2000 estava eu trabalhando no Bug do Milênio e chegou a pequena Hannah.

E o artesanato?

Tudo começou com a Hannah, aos 11 anos querendo que eu comprasse, de uma blogueira americana, uma sapatilha personalizada para ela. Achei muito caro e para não deixar minha filha frustrada, procurei na internet a técnica para eu mesma fazer a sapatilha, pois nada mais era que uma decupagem, só que num sapato. Após um laboratório de quase 2 meses, finalmente consegui acertar a técnica e fazer a tal sapatilha com o tema de um mangá que a Hannah gostava (ela era Otaku)… ela adorou e eu virei a personal designer de sapatos das amigas dela, cheguei a vender para todo o Brasil nos anos de 2011 e 2012, quando Pedro chegou!


Agora já profissionalmente estabilizada e casada, resolvi me financiar participando de feiras de artesanato, dessa vez com as semi-jóias e alguns trabalhos com mosaico de azulejos.

Eu praticamente pagava para expor, mas estava feliz e sempre conversava com Deus, e dizia: Quem sabe um dia eu consigo viver de artesanato!

Pois bem, tudo mudou muito rápido e em 2018 estávamos nós (Pedro, Phillipe e eu) morando na Alemanha. Passei quase dois anos ajeitando toda a vida da família e um dia, mostrando a uma amiga as peças que eu trouxe da minha última feira no Brasil, ela comprou um colar e disse que eu poderia criar uma empresa e trabalhar com isso.

E a ficha caiu! Agora não precisava mais do meu salário para a nossa sobrevivência, Phillipe conseguia arcar com tudo e após falar com ele comecei a colocar o plano em prática.

Hoje a empresa está criada, já fiz meu primeiro Steuererklärung e já tenho junto com minha amiga Giselle um lugar fixo no Karlsplatzflohmarkt.

Agora é começar a escrever essa nova história!



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